A little help from my friends

Tenho vontade de ter um blog mais ou menos desde os 16 anos, que foi quando comecei a escrever “sério”. Eu viajava na possibilidade de falar sobre as coisas que eu gostava e ter gente consumindo isso e respondendo. É um grande prazer.

Passei anos pensando como seria, mas não criei o blog por muito tempo. Eu escrevia e guardava meus textos e pensava: vou acumular um monte aqui, porque quando eu lançar o blog eu vou ter muito material pra poder alimentar o site e não ser mais um daqueles projetos que as pessoas começam superempolgadas e largam depois de algumas semanas.

E assim o tempo foi passando.

Criei o blog efetivamente em 2017, publicando uma de minhas melhores ficções, que havia sido escrita alguns anos antes. Mas não havia aquela coleção de textos prontos que eu havia imaginado. A própria decisão de iniciar o blog me forçou a escrever para alimentá-lo.

Eu não precisava ter esperado tanto.

Isso me lembra uma frase em inglês de um texto que eu gosto muito: the process itself feeds a fire. O próprio ato de estar fazendo algo alimenta o processo de fazê-lo. Escrever ficou muito mais fácil depois que lancei o blog.

***

Desde o começo eu pensei em algo colaborativo. O Papo de Homem, que era uma das coisas que eu mais lia com 16-17 anos, era um lugar que reunia gente muito boa. Conheci Alex Castro, Victor Lisboa, Rodolfo Viana, David Cain, Mark Manson e The Last Psychiatrist lá, entre outros. Minha ideia era criar um cluster de pessoas inteligentes escrevendo coisas interessantes com bom português.

Algumas semanas atrás meu amigo João Barão começou a publicar alguns de seus poemas aqui no blog, acompanhados de fotos de autoria própria. Eu gosto de poesia, já escrevi vários poemas e até publiquei alguns, mas tenho plena consciência de que esse está longe de ser meu talento. João, por outro lado, é um mago das palavras — uma das únicas duas pessoas que conheço pessoalmente que considero verdadeiramente poetas. É um prazer e uma honra disponibilizar meu blog para ser meio de publicação de sua arte.

Recentemente, Raíza também topou colaborar conosco. Ela publicou seu primeiro texto aqui: uma breve reflexão sobre a curteza de nossos vocabulários — e olha que ela fala espanhol nativo e português de nível nativo. Seu primeiro gig ficou sensacional e eu espero ansiosamente os próximos — sem pressão!

Esta semana, conversei com um amigo meu que também topou escrever por aqui. Ele é formado em economia no Insper e acabou de terminar um mestrado em Lisboa. Ele vai falar sobre assuntos importantes de economia e, mais especificamente, desenvolvimento econômico. Eu encontro esse cara no máximo uma vez por ano, mas sempre que a gente se encontra ou conversa a distância ele sempre tem uns insights muito massas e me explica muita coisa interessante, então eu estou bastante empolgado com a ideia de ter alguns textos dele por aqui.

Recentemente alguém me disse que uma das coisas mais legais aqui do blog é a profundidade com que abordo temas bastante diversos entre si. Agora, com a ajuda de meus amigos, vamos publicar coisas mais intensas e profundas, em uma variedade ainda maior de assuntos.

Não há nada melhor do que construir algo bom com uma turma de pessoas queridas. Mesmo que um dia acabe.

amigos escrevendo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑