Discorrendo riscos #13

suçuarana

toda vez que saio no mato fico ansioso por saber o que vou encontrar. 

mesmo em uma terra de pecuária e monocultura, já vi de perto tamanduá-mirim, bandeira, cascavel, jararacuçu, coruja-das-torres, araras azuis, capivaras, sapos, lagartos, incontáveis aranhas, insetos, picapaus e abelhas. já ouvi um lobo guará bem perto de casa, também.

mas o encontro mais especial foi com uma onça parda, ano passado. não tenho fotos, só o sentimento de ver uma suçuarana a poucos metros de mim.

fico imaginando como era, então, milhares de anos atrás, sair por aí no mato. conhecer cada barulho, cheiro, direção. estes poucos bichos já me maravilham tanto, imagine preguiças-gigantes, tigres-dente-de-sabre, mastodontes e bestas de nariz estranho da megafauna? e a flora? imagine só as plantas.

imagine só as estrelas no céu da galáxia e se pergunte porque nos contentamos com tão pouco brilho e raros encontros do mundo de hoje?

 

brilhe, seu diamante louco.

 

as luzes artificiais nos impedem

de ver o brilho do espaço.

iluminas tua mente com estrelas

ou lâmpadas de supermercado?

 

te contentas o falsificado?

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2 comentários em “Discorrendo riscos #13

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  1. Uma ideia massa que eu tenho é imaginar o quanto o mundo é escuro à noite se não tivermos luzes artificiais. A gente tá acostumado com noites muito iluminadas por faróis, postes etc. A noite natural é escuríssima, principalmente quando não tem lua, mas até quando tem.

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