discorrendo riscos #15

já que o fim pode muito bem ser triste, decidi ao menos começar por um pedaço feliz

quando te vi,
descobri que tinha
medo de altura.
quando te ouvi,
descobri que tinha
coragem de pular.
quando sorriu-me:

pulei.

quando a senti,
não achei que caí, eu voei.
e de lá, anotei:


há tanta vista no precipício,
que a queda pode ser
só mais um início.

quando despediu-me,
vi o chão mais de perto:
ossos quebrados
coração a b e r t o.

Lua cheia e Urubu no nascer do Sol. Goiás, Brasil (2018).

3 comentários em “discorrendo riscos #15

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