Por que escrevo tanto sobre cocaína

Alguns assuntos são considerados “sensíveis” nas mais diversas culturas. Drogas costumam ser um desses assuntos.  Tanto é que “droga” é até um palavrão, uma palavra com teor agressivo e negativo em si mesma (no signo em si, e não apenas no significado).

Por isso, falar sobre cocaína pode ser perigoso. Pior ainda, associar a cocaína ao sentido da vida pode ser muito perigoso. Cocaína é perigoso, e falar dela sem falar do seu potencial maléfico faz você ser mal interpretado.

Sempre que eu publico um texto que cita cocaína, eu recebo algumas mensagens. 

Mas você gosta? 

Você é a favor da cocaína?

Eu também acho que ela é mal interpretada, as pessoas demonizam muito as coisas.

Mas eu não uso cocaína, nem sou a favor dela. Nem contra. Cocaína é algo que existe e não faz sentido ser contra ou a favor. É igual a fração de oxigênio do ar ambiente ou a maldade humana: são coisas que existem da forma que são, independentemente de nossas opiniões pessoais.

Só que eu não escrevo sobre cocaína. Aquele texto sobre cocaína não é sobre cocaína, assim como aquele texto sobre masturbação e sexo não é sobre masturbação e sexo. É tudo sobre o sentido da vida.

Eu imagino que seja esse o sentimento que Bezerra da Silva tinha quando as pessoas achavam que suas músicas eram sobre cocaína, quando na verdade eram sobre quitandas tipicamente brasileiras.

Então eu quero deixar claro que nenhum dos textos é sobre cocaína. Não é sobre ter p*u grande. Não é sobre o som dos sinos. Não é sobre alucinações.

Você entendeu tudo errado.

coca

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