Diário de amor #1

28 de novembro de 2017.

A primeira coisa a notar sobre minha vida cotidiana ultimamente é ela. Escrevo sobre ela todos os dias, penso nela ainda muito mais do que escrevo, conversamos (presencialmente ou não) também diariamente e muito de minha energia é gasta com ela de alguma forma. Eu disse aqui há algum tempo que estava apaixonado por ela, e creio que ainda esteja, por mais que hoje o sentimento não seja tão puro como outrora.

Antes daquela nossa separação, que me custou duas semanas de eterna tristeza e um tempo indefinido (que ainda corre) de insegurança e desconfiança, eu era mais inocente. Sabia de nossas diferenças de idade, de temperamento, de hobbies e até de preferência musical. Sabia que nunca daria certo. Mas ainda vivia nossos encontros com graça e com a certeza de que ela não gostaria de estar em nenhum lugar além daquele, assim como eu.

Depois da separação, essa certeza não existiu ainda, o que também minou algo da graça que eu experimentava nos nossos encontros. Ainda a amo em quase todo instante, ainda adoro admirá-la com os olhos e com a pele e com a boca, e ainda sou apaixonado por ela, mas sinto que cada encontro a mais é um encontro a menos, como cada aniversário oficializa mais um ano vivido e menos um ano a ser vivido.

Não sei, porém, se eu deveria pensar assim… Até porque ultimamente ela e eu temos vivido nosso melhor momento, a despeito de todos os contudos e apesares. Ela está muito carinhosa, muito atenciosa e nossos encontros são sempre cheios de risadas e conversas. Fui à sua casa nova esta semana, e ela ficou linda, com uma churrasqueira convidativa na beira de uma piscina também muito convidativa (e com água quente) — passamos uma tarde ótima de domingo lá. Semana passada fomos à fazenda do vovô, e também foi muito divertido, apesar de eu ficar mais certo de meu apreço pela cidade cada vez que visito a roça.

Enfim, temos nos encontrados de sexta a domingo, todos os finais de semana, agora que ela está em São Paulo, e tudo isso me faz feliz. Ela realmente gosta de mim, o que eu já sei há muito tempo, e gosta de estar comigo, o que é talvez mais importante e sem dúvidas menos certo.

Mas o que há de certo? Nem o pensamento.

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